Escolho te amar
todos os dias.
Recolho as armas;
entrego-as.
Não desisto da luta,
apenas escolho
e escolho te amar
todos os dias.
Desentolho os sonhos,
liberto os desejos
e escolho te amar
todos os dias
cada vez mais desperto
cada dia mais aberto
escolho te amar
todos os dias
Satisfaço-me assim,
com a liberdade de te ter
te escolher como minha.
Te escolher entre tantas
e ser escolhido enfim:
colhido e amparado
por suaves mãos que me escolhem
em um pequeno jardim
Escolhi ser colhido
Escolhi ser amado
Escolhi te amar assim
num gesto de escolha e toque
e entrega mútua.
Escolhemo-nos, sim.
sábado, agosto 20, 2011
Cego que sou
Cego que sou
Tateio meu peito.
Desconhecido de mim
Encontro o escuro
Encontro desencontros
Desenganos
Desencantos
Desesperos
Desertos
sem fim.
Tirano que estou
Bato em meu peito
esmorecido
Surro, esmurro
Trancafio as esperas
Amordaço os encantos
Trafico toques,
Sentidos e sons
E cinzas.....
Não há o que temer;
Quando o vazio se adona
O tamanho nos toma,
E ao frio se soma o breu
Sem limite, sem fim.
Tateio meu peito.
Desconhecido de mim
Encontro o escuro
Encontro desencontros
Desenganos
Desencantos
Desesperos
Desertos
sem fim.
Tirano que estou
Bato em meu peito
esmorecido
Surro, esmurro
Trancafio as esperas
Amordaço os encantos
Trafico toques,
Sentidos e sons
E cinzas.....
Não há o que temer;
Quando o vazio se adona
O tamanho nos toma,
E ao frio se soma o breu
Sem limite, sem fim.
Amar é não temer.
Amar é não temer.
É não temer o chão que pisas,
É voar sem asas
e tocar o vento;
brincar com o medo de cair
já que o chão não existe.
Amar é dar passos sem pés,
E pisar nas nuvens.
Amar é dar-se sem pressa,
É ensinar a se perder
E encontrar-se novo.
Amar é pendurar-se em esperança
É sustentar-se no brilho
E equilibrar-se de lágrimas e sorrisos.
É segurar em mãos e desprender-se
É soltar-se da vida
E celebrar.
É não temer o chão que pisas,
É voar sem asas
e tocar o vento;
brincar com o medo de cair
já que o chão não existe.
Amar é dar passos sem pés,
E pisar nas nuvens.
Amar é dar-se sem pressa,
É ensinar a se perder
E encontrar-se novo.
Amar é pendurar-se em esperança
É sustentar-se no brilho
E equilibrar-se de lágrimas e sorrisos.
É segurar em mãos e desprender-se
É soltar-se da vida
E celebrar.
quarta-feira, outubro 01, 2008
Vendo a vida viver
Passa quieto
Às sombras.
Espreita; espia
pessoas e gentes.
Vê a vida viver.
Luzes e carros,
Musicas e sons.
Ruídos e fumaças,
Cigarros.
Neons e tons.
Sabores e cores
Espasmos e graça.
Aquieta, coração:
A vida está a viver!
Em um canto qualquer,
Escondido atrás de si,
De um mundo crasso,
Sem ser o seu.
Sim, é de outro mundo.
Ao lado, à margem,
Nem medroso, nem lento:
Tem a coragem felina,
é valente.
Nem um pio, menino!
Deixe a vida viver.
Persegue o Passado
Em ríspido caminho de memórias.
Um espelho turvo,
Outras vezes tão claro que
ofusca a visão!
A imagem refletida
Repetidamente.
E mesmo à distancia
Não impede a analise.
Outras vezes tão dura.
Eternamente
em busca da perfeição!
Desfigurada em retas e ângulos
Convexos, deformes e antagônicos.
A imagem busca a medida exata
de um momento vivido, sonhado;
Obcecada pelo reflexo.
Apaixonada em tensão,
Navega e plana em rasa
E fria face de aparência calma.
Não pode mergulhar no que vê.
O pequeno gato
Agora é fera.
E persegue sim
Em busca duma verdade
Que talvez nem exista como deveria.
- Algumas vezes como queria.
Aprecia e sente.
Sentada diante de si.
Não sabe mais quem é.
Em ríspido caminho de memórias.
Um espelho turvo,
Outras vezes tão claro que
ofusca a visão!
A imagem refletida
Repetidamente.
E mesmo à distancia
Não impede a analise.
Outras vezes tão dura.
Eternamente
em busca da perfeição!
Desfigurada em retas e ângulos
Convexos, deformes e antagônicos.
A imagem busca a medida exata
de um momento vivido, sonhado;
Obcecada pelo reflexo.
Apaixonada em tensão,
Navega e plana em rasa
E fria face de aparência calma.
Não pode mergulhar no que vê.
O pequeno gato
Agora é fera.
E persegue sim
Em busca duma verdade
Que talvez nem exista como deveria.
- Algumas vezes como queria.
Aprecia e sente.
Sentada diante de si.
Não sabe mais quem é.
sábado, agosto 02, 2008
Calço minhas esperanças
E salto de novo
Refaço meus cálculos
E salto de novo:
Menos um erro
Mais uma mudança.
Agora sei onde piso:
Um terreno molhado,
Escorregadio e liso
Mas sei onde piso.
Uma nova passada,
Um ferrolho no casco,
Um parafuso a menos,
Um cravo solto,
Agora sei onde piso.
O trapézio está armado
A barra está montada
Os obstáculos estão postos
Tudo, or-de-na-da-men-te
Preciso manter o equilíbrio.
Repasso mentalmente
Todos meus passos;
Agora sei onde piso.
E salto de novo
Refaço meus cálculos
E salto de novo:
Menos um erro
Mais uma mudança.
Agora sei onde piso:
Um terreno molhado,
Escorregadio e liso
Mas sei onde piso.
Uma nova passada,
Um ferrolho no casco,
Um parafuso a menos,
Um cravo solto,
Agora sei onde piso.
O trapézio está armado
A barra está montada
Os obstáculos estão postos
Tudo, or-de-na-da-men-te
Preciso manter o equilíbrio.
Repasso mentalmente
Todos meus passos;
Agora sei onde piso.
Bipo diz:
“Preciso rever minha vida, não posso cair de novo onde estive anteriormente, essa solidão imposta a mim por mim, essa fuga da vida. Preciso manter o equilíbrio. Nada de novo no mundo moderno.”
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